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O que é a “liberdade de expressão”?

29 jan

O termo “liberdade de expressão” é antigo e comumente ansiado em ditaduras, esses locais em que não podemos criticar o governo e suas ações, em que não podemos nos opor a nada sem sermos severamente repreendidos (o que tem acontecido atualmente no Egito), ou seja, é um movimento libertário, para devolver a voz, o direito de dizer que não concordamos com determinadas atitudes dos que estão no comando do país (ou outro local que é de muitos).

Mas há algum tempo me parece que a “liberdade de expressão” tornou-se sinônimo de politicamente incorreto e permissividade, o que significa que podemos falar o que pensamos sobre tudo sem nos importarmos se isso ofende alguém, sem medirmos palavras e consequências, sem educação e bom senso. E ser politicamente correto virou caretice  e censura…

Tudo bem que com o grande número de pessoas que são analfabetas funcionais em nosso país é de se esperar que deturpem a beleza da “liberdade de expressão”, mas isso já foi longe demais para mim, pois virou uma piada de mal gosto, daquela carregada de preconceito velado, que diz que é brincadeira quando está apenas destilando veneno. E o pior é que poucos notam ou parecem se importar com isso, talvez porque não querem ser chamados de careta, sem graça, censurador etc.

Pois bem, prefiro o significado original da “liberdade de expressão” e sou contra o politicamente incorreto e não me ofendo nem um pouco se me chamarem de careta, sem graça, chata e cia. já que para mim isso significa ser educada e ter bom senso.

Ser verdadeiro e dizer o que pensa não precisa ser ofendendo, já que o ofender não passa de uma necessidade de esconder uma debilidade, basta analisarmos o objeto da ofensa e o sujeito que ofende, rapidamente perceberemos alguma necessidade de sentir-se superior a outrem, e isso sim que é sinal de um ser bem sem graça.

Devido a isso, sugiro adotarmos um pequeno ritual que devemos seguir antes de falarmos algo:

Pense duas vezes antes de dizer o que deseja, avalie se o que irá dizer é realmente necessário, se fará alguma diferença, ou se não é apenas uma necessidade de espezinhar alguém para se sentir menos pequeno aos olhos de outros ou do mundo – ou de si mesmo.

Acredito que, se praticarmos esse mantra, com o tempo entenderemos que a liberdade de expressão é valiosa e produtiva e não um remédio barato para autoestima.